26 de mai de 2009

A SUA REDE ESTÁ FURADA?!

Boa noite a todos...

Depois de um recesso de uma semana em minhas publicações deste espaço, eu volto para compartilhar algo com vocês...

Suponho que todos conheçam o significado de network.

Mesmo assim, sem querer ser redundante (mas já sendo...), digo que isto nada mais é que nossa rede de contatos.

Por isso, trago aos leitores esta reflexão que segue nas palavras abaixo...

Sempre tive o instinto de fazer novos amigos e manter estes contatos, não por interesses profissionais, mas por puro prazer. É maravilhoso conhecermos pessoas novas, costumes diferentes e aumentarmos nossa rede de relacionamentos, não de uma maneira mecânica como fazemos com o Orkut, e outros sites do gênero, mas de modo espontâneo e natural.

Nesta última semana, tive duas bênçãos sobre minha vida profissional. Ambas ocorreram por amigos de faculdade que levaram meu currículo para empresas visando análise pelas equipes de RH. Entretanto, a grande questão não é apenas o currículo encaminhado, mas o fundamento de network que pus em prática nos últimos meses...

Meu trabalho atual foi conseguido por intermédio de amigos de network (não por pistolão, mas confiança em meu trabalho) e estas duas oportunidades surgiram da mesma forma.

Uma network não deve ser montada visando apenas retornos baseados em interesses particulares. Esta rede de contatos deve estar alicerçada no simples relacionamento e na troca de idéias e experiências profissionais. Assim, quando menos esperarmos, alguém que conheceu nosso trabalho poderá nos chamar para uma oportunidade melhor e, igualmente, nós poderemos chamar alguém que trabalhe bem para um determinado cargo em nossas empresas. Assim, todos vamos nos ajudando e criando uma rede de contatos forte e sólida.

Por isso, posso afirmar que minha rede não está furada, e a sua?! Como vai sua network?!

Precisamos reavaliar a todo momento este aspecto de nossa vida profissional porque um contato mal feito, e/ou mal apresentado, pode causar um buraco na rede que não será facilmente consertado.

Não se esqueça, desenvolva sua network e faça novos contatos a todo momento. Nunca se esqueça de tomar um CHA com seus colegas regado de COMPETÊNCIAS, HABILIDADES e ATITUDES. Sempre leve seu cartão porque, ao fazer uma nova amizade, uma oportunidade surgirá como conseqüência de uma apresentação agradável e amigável.

Abraços a todos,

Adm. Wanderson Daflon

12 de mai de 2009

VOCÊ ESTÁ DEMITIDO, MAS A CULPA É TODA MINHA...

Primeiramente, peço desculpas pelo atraso desta coluna, já que deveria tê-la publicado ontem...

Na verdade, tenho andado tão ocupado com minha mudança de emprego e com os últimos procedimentos de meu mestrado que, honestamente, confesso que deixei um pouco de lado este blog na última semana. Entretanto, mesmo com toda esta rotina, não poderia deixar de continuar minhas observações pelas empresas que tenho conhecido de alguns meses para cá.

Tenho vários amigos que demitiram colaboradores por problemas de conduta no trabalho. Muitos dizem, como explicitei no post “A Fila Anda, Isso é Bom ou Ruim?!”, que se um funcionário não dá valor ao seu emprego, o problema é dele, pois há uma fila enorme atrás interessada em trabalhar pela metade do salário. Por isso, muitas pessoas têm sido demitidas por motivos pequenos, afinal, a mão-de-obra tornou-se algo descartável e facilmente substituível.

Infelizmente, o que muitas vezes esquecemos é que, em grande parte dos casos a culpa das demissões é do “chefe”, pois se este fosse realmente um “líder”, muitos problemas seriam evitados.

O que se pode esperar, por exemplo, de um funcionário cujo chefe baixe vídeos particulares de piadas, montagens (e várias outras coisas que nem podemos imaginar), no computador do escritório?! No mínimo, este funcionário, irá baixar alguns “vídeozinhos” quando não estiver sendo vigiado por ninguém.

Para ilustrar melhor este exemplo, vou contar um caso real:

Tenho um amigo que demitiu um funcionário por ter baixado mais de 45 GB de vídeos, dentre os quais, muitos eram pornográficos, para o computador do escritório. Inicialmente, eu achei esta atitude a mais acertada, entretanto, descobri muitos vídeos semelhantes de propriedade deste mesmo amigo em outro computador da empresa.

Agora eu lhes pergunto:

Por que este funcionário teria baixado tais arquivos?!

Em minha resposta eu diria que foi por ter visto seu superior fazendo a mesma coisa.

Da mesma forma, este espelho funciona com quaisquer atitudes dentro da organização. É impossível acharmos que ninguém reproduzirá o que fazemos, afinal, parte do comportamento humano compreende associações em um contexto social do qual o homem não consegue se isolar.

Então eu lhes faço a seguinte pergunta:

A LIDERANÇA é um exercício de exemplo, profissionalismo e outros fatores de influência ou seria um exercício de coerção, punição e outros fatores de imposição?!

Eu penso que a primeira opção seria a mais adequada. Isso porque é mais fácil vermos um comportamento apresentar resultados positivos quando for reproduzido por influências de profissionalismo e bom exemplo. Todos devem entender que esferas de nossa vida que são compartilhadas com outros (e o trabalho é uma destas esferas) necessitam condutas que se encaixem no “padrão” de várias pessoas, portanto, chegamos à conclusão popular de que certas coisas devem ser feitas em casa.

Eu entendo que o cuidado que o funcionário deste meu amigo não teve, ao baixar tantos arquivos fúteis em seu terminal de trabalho deve ser tomado por todos, mesmo que nossos superiores façam o contrário.

Vale observar que o ser humano, enquanto ser político e social tende a padronizar certas condutas e, pensando erradamente que o ambiente é descontraído e leve, não percebe que a empresa está sob um clima distorcido e anti-profissional.

Devemos ser modelos de profissionalismo onde quer que estejamos, mas uma boa dose de leveza no clima organizacional vai muito bem. Só não vamos confundir as coisas...

Abraços a todos!!!

4 de mai de 2009

QUEM QUER DECRESCER?!

Primeiramente, boa noite a todos!!!

Como estive falando a alguns dias atrás sobre a questão dos profissionais que não trabalham naquilo em que são formados, dentro do contexto da Região Serrana do Rio de Janeiro, faço questão de voltar a este assunto com um testemunho muito particular.

Aliás, antes de iniciar este relato, devo dizer que este fato, de acordo com o que tenho visto, vem ocorrendo com muitos profissionais, independente de estado, cidade e país.

Certo profissional de Nova Friburgo, ao ver que não conseguia um emprego de acordo com sua qualificação, que incluía uma faculdade de Administração, uma pós-graduação, uma segunda faculdade em curso e um mestrado a ser iniciado, decidiu procurar em outras regiões.

Após enviar seu currículo para quase todos os estados brasileiros, aguardando ser chamado, decidiu por ministrar aulas livres e seminários sobre temas administrativos. Entretanto, devido à sua pouca idade, não era chamado com freqüência.

Ao achar que não seria chamado tão cedo para trabalhar, um conhecido bateu à sua porta e em uma conversa informal disse que precisava de alguém de confiança para assumir um cargo na empresa. Entretanto, por se tratar de uma empresa muito pequena do ramo têxtil, não seria possível o comprometimento com um salário ao nível de especialização de nosso profissional aqui relatado.

... O que aconteceu?!

A oferta foi aceita de imediato!!!

Neste contexto, o que foi analisado foi a oportunidade de, mesmo ganhando muito menos, ao fazermos uma carreira decrescente, pode-se chegar à oportunidade de trabalhar em algo realmente satisfatório.

Além disso, uma empresa pequena hoje pode ser um gigante do ramo amanhã, e sabendo que a Região Serrana do Rio de Janeiro abriga o maior pólo de moda íntima do país, acho que esta seria uma boa aposta.

Enfim, posso dizer que não vejo isto acontecendo apenas no caso aqui escrito. Isto vem ocorrendo cada vez mais, visto que vivemos em tempos de competitividade acirrada e, para nos mantermos no mercado de trabalho, precisamos, muitas vezes, trabalhar em algo que nos satisfaça.

Vale aqui, antes de finalizar estas palavras, dizer que, uma carreira decrescente não é algo que abrigue uma decisão tão fácil. É preciso abrir mão de certo orgulho para, mesmo trabalhando em funções que nos satisfaçam, ganhar menos que o padrão salarial ao qual estamos acostumados.

Mesmo assim, esta não é uma decisão impossível. E digo isso com muita propriedade, pois esta pequena história que contei aos meus leitores é verídica e, quanto ao profissional que passou por isso, é este que aqui vos escreve!

Desejo a todos muito sucesso e, conseqüentemente, muito $uce$$o! E não tenham medo de encarar uma carreira decrescente... Digo isso porque eu o fiz e não estou arrependido!!!

Nos vemos na próxima semana... Abraços a todos!!!