26 de mai. de 2009

A SUA REDE ESTÁ FURADA?!

Boa noite a todos...

Depois de um recesso de uma semana em minhas publicações deste espaço, eu volto para compartilhar algo com vocês...

Suponho que todos conheçam o significado de network.

Mesmo assim, sem querer ser redundante (mas já sendo...), digo que isto nada mais é que nossa rede de contatos.

Por isso, trago aos leitores esta reflexão que segue nas palavras abaixo...

Sempre tive o instinto de fazer novos amigos e manter estes contatos, não por interesses profissionais, mas por puro prazer. É maravilhoso conhecermos pessoas novas, costumes diferentes e aumentarmos nossa rede de relacionamentos, não de uma maneira mecânica como fazemos com o Orkut, e outros sites do gênero, mas de modo espontâneo e natural.

Nesta última semana, tive duas bênçãos sobre minha vida profissional. Ambas ocorreram por amigos de faculdade que levaram meu currículo para empresas visando análise pelas equipes de RH. Entretanto, a grande questão não é apenas o currículo encaminhado, mas o fundamento de network que pus em prática nos últimos meses...

Meu trabalho atual foi conseguido por intermédio de amigos de network (não por pistolão, mas confiança em meu trabalho) e estas duas oportunidades surgiram da mesma forma.

Uma network não deve ser montada visando apenas retornos baseados em interesses particulares. Esta rede de contatos deve estar alicerçada no simples relacionamento e na troca de idéias e experiências profissionais. Assim, quando menos esperarmos, alguém que conheceu nosso trabalho poderá nos chamar para uma oportunidade melhor e, igualmente, nós poderemos chamar alguém que trabalhe bem para um determinado cargo em nossas empresas. Assim, todos vamos nos ajudando e criando uma rede de contatos forte e sólida.

Por isso, posso afirmar que minha rede não está furada, e a sua?! Como vai sua network?!

Precisamos reavaliar a todo momento este aspecto de nossa vida profissional porque um contato mal feito, e/ou mal apresentado, pode causar um buraco na rede que não será facilmente consertado.

Não se esqueça, desenvolva sua network e faça novos contatos a todo momento. Nunca se esqueça de tomar um CHA com seus colegas regado de COMPETÊNCIAS, HABILIDADES e ATITUDES. Sempre leve seu cartão porque, ao fazer uma nova amizade, uma oportunidade surgirá como conseqüência de uma apresentação agradável e amigável.

Abraços a todos,

Adm. Wanderson Daflon

12 de mai. de 2009

VOCÊ ESTÁ DEMITIDO, MAS A CULPA É TODA MINHA...

Primeiramente, peço desculpas pelo atraso desta coluna, já que deveria tê-la publicado ontem...

Na verdade, tenho andado tão ocupado com minha mudança de emprego e com os últimos procedimentos de meu mestrado que, honestamente, confesso que deixei um pouco de lado este blog na última semana. Entretanto, mesmo com toda esta rotina, não poderia deixar de continuar minhas observações pelas empresas que tenho conhecido de alguns meses para cá.

Tenho vários amigos que demitiram colaboradores por problemas de conduta no trabalho. Muitos dizem, como explicitei no post “A Fila Anda, Isso é Bom ou Ruim?!”, que se um funcionário não dá valor ao seu emprego, o problema é dele, pois há uma fila enorme atrás interessada em trabalhar pela metade do salário. Por isso, muitas pessoas têm sido demitidas por motivos pequenos, afinal, a mão-de-obra tornou-se algo descartável e facilmente substituível.

Infelizmente, o que muitas vezes esquecemos é que, em grande parte dos casos a culpa das demissões é do “chefe”, pois se este fosse realmente um “líder”, muitos problemas seriam evitados.

O que se pode esperar, por exemplo, de um funcionário cujo chefe baixe vídeos particulares de piadas, montagens (e várias outras coisas que nem podemos imaginar), no computador do escritório?! No mínimo, este funcionário, irá baixar alguns “vídeozinhos” quando não estiver sendo vigiado por ninguém.

Para ilustrar melhor este exemplo, vou contar um caso real:

Tenho um amigo que demitiu um funcionário por ter baixado mais de 45 GB de vídeos, dentre os quais, muitos eram pornográficos, para o computador do escritório. Inicialmente, eu achei esta atitude a mais acertada, entretanto, descobri muitos vídeos semelhantes de propriedade deste mesmo amigo em outro computador da empresa.

Agora eu lhes pergunto:

Por que este funcionário teria baixado tais arquivos?!

Em minha resposta eu diria que foi por ter visto seu superior fazendo a mesma coisa.

Da mesma forma, este espelho funciona com quaisquer atitudes dentro da organização. É impossível acharmos que ninguém reproduzirá o que fazemos, afinal, parte do comportamento humano compreende associações em um contexto social do qual o homem não consegue se isolar.

Então eu lhes faço a seguinte pergunta:

A LIDERANÇA é um exercício de exemplo, profissionalismo e outros fatores de influência ou seria um exercício de coerção, punição e outros fatores de imposição?!

Eu penso que a primeira opção seria a mais adequada. Isso porque é mais fácil vermos um comportamento apresentar resultados positivos quando for reproduzido por influências de profissionalismo e bom exemplo. Todos devem entender que esferas de nossa vida que são compartilhadas com outros (e o trabalho é uma destas esferas) necessitam condutas que se encaixem no “padrão” de várias pessoas, portanto, chegamos à conclusão popular de que certas coisas devem ser feitas em casa.

Eu entendo que o cuidado que o funcionário deste meu amigo não teve, ao baixar tantos arquivos fúteis em seu terminal de trabalho deve ser tomado por todos, mesmo que nossos superiores façam o contrário.

Vale observar que o ser humano, enquanto ser político e social tende a padronizar certas condutas e, pensando erradamente que o ambiente é descontraído e leve, não percebe que a empresa está sob um clima distorcido e anti-profissional.

Devemos ser modelos de profissionalismo onde quer que estejamos, mas uma boa dose de leveza no clima organizacional vai muito bem. Só não vamos confundir as coisas...

Abraços a todos!!!

4 de mai. de 2009

QUEM QUER DECRESCER?!

Primeiramente, boa noite a todos!!!

Como estive falando a alguns dias atrás sobre a questão dos profissionais que não trabalham naquilo em que são formados, dentro do contexto da Região Serrana do Rio de Janeiro, faço questão de voltar a este assunto com um testemunho muito particular.

Aliás, antes de iniciar este relato, devo dizer que este fato, de acordo com o que tenho visto, vem ocorrendo com muitos profissionais, independente de estado, cidade e país.

Certo profissional de Nova Friburgo, ao ver que não conseguia um emprego de acordo com sua qualificação, que incluía uma faculdade de Administração, uma pós-graduação, uma segunda faculdade em curso e um mestrado a ser iniciado, decidiu procurar em outras regiões.

Após enviar seu currículo para quase todos os estados brasileiros, aguardando ser chamado, decidiu por ministrar aulas livres e seminários sobre temas administrativos. Entretanto, devido à sua pouca idade, não era chamado com freqüência.

Ao achar que não seria chamado tão cedo para trabalhar, um conhecido bateu à sua porta e em uma conversa informal disse que precisava de alguém de confiança para assumir um cargo na empresa. Entretanto, por se tratar de uma empresa muito pequena do ramo têxtil, não seria possível o comprometimento com um salário ao nível de especialização de nosso profissional aqui relatado.

... O que aconteceu?!

A oferta foi aceita de imediato!!!

Neste contexto, o que foi analisado foi a oportunidade de, mesmo ganhando muito menos, ao fazermos uma carreira decrescente, pode-se chegar à oportunidade de trabalhar em algo realmente satisfatório.

Além disso, uma empresa pequena hoje pode ser um gigante do ramo amanhã, e sabendo que a Região Serrana do Rio de Janeiro abriga o maior pólo de moda íntima do país, acho que esta seria uma boa aposta.

Enfim, posso dizer que não vejo isto acontecendo apenas no caso aqui escrito. Isto vem ocorrendo cada vez mais, visto que vivemos em tempos de competitividade acirrada e, para nos mantermos no mercado de trabalho, precisamos, muitas vezes, trabalhar em algo que nos satisfaça.

Vale aqui, antes de finalizar estas palavras, dizer que, uma carreira decrescente não é algo que abrigue uma decisão tão fácil. É preciso abrir mão de certo orgulho para, mesmo trabalhando em funções que nos satisfaçam, ganhar menos que o padrão salarial ao qual estamos acostumados.

Mesmo assim, esta não é uma decisão impossível. E digo isso com muita propriedade, pois esta pequena história que contei aos meus leitores é verídica e, quanto ao profissional que passou por isso, é este que aqui vos escreve!

Desejo a todos muito sucesso e, conseqüentemente, muito $uce$$o! E não tenham medo de encarar uma carreira decrescente... Digo isso porque eu o fiz e não estou arrependido!!!

Nos vemos na próxima semana... Abraços a todos!!!

28 de abr. de 2009

ALGUÉM GRIPADO?!

Aproveitando uma questão atual, gostaria de falar um pouco sobre epidemias organizacionais...

Enquanto estava assistia um jornal, a alguns minutos, estive percebendo algo sobre a gripe suína. Achei interessante que ela é a combinação de oito tipos de vírus gripais (asiáticos, europeus e norte-americanos), sendo este arranjo viral, em sua ordem final, composto por vírus suínos, aviários e humanos, resultando uma estrutura víral mais forte, ainda sem vacina conhecida.

O que se sabe sobre o que está prestes a se tornar uma pandemia (epidemia mundial), pois já há casos registrados nos Estados Unidos, México, Canadá, Escócia, Espanha e suspeitas para Israel, Austrália, Brasil, Coréia do Sul e outros países, é que os primeiros infectados tiveram contato com animais doentes e transmitiram a outros cidadãos por beijos, apertos de mão e pelo ar.

Pois bem, vamos, agora, pensar o seguinte: em um setor específico de uma empresa temos pessoas que reclamem de situações diferentes. Agora, imaginemos um funcionário X que, sem reclamar de situação alguma, entra neste contexto, seja por contratação, transferência interna ou, até mesmo, alguém que não tenha se atentado, anteriormente, para o contexto apresentado.

Ao entrar em contato com um destes “reclamões”, com ou sem razão, ele pode absorver as queixas e passá-las adiante.

Imaginemos, então, que aconteça o mesmo com as outras queixas de nossos colaboradores deste setor-foco da gripe organizacional e estas sejam passadas a frente.

Independentemente de quem esteja com a razão, outros indivíduos de setores diversos poderão absorver as queixas e, passando-as adiante, gerarão uma nova reclamação, ainda mais forte, composta por pontos de todas as queixas de nossos indivíduos influenciadores do colaborador X, anteriormente citado.

Esta reclamação forte é como a gripe suína e, se alastrando por outras divisões da empresa, podem gerar uma pandemia organizacional que facilmente sairá do controle. Esta “gripe organizacional” certamente comprometerá toda a qualidade da equipe em um âmbito geral e não será tão fácil curá-la, pois assim como na realidade, uma “vacina empresarial” não pode ser conseguida tão facilmente, pois é preciso conhecer a fundo toda a estrutura viral que adoece as pessoas e, no caso da empresa, a aplicação da vacina seria a implementação de medidas que mudem certos hábitos da cultura organizacional.
Pelo que acompanhei (e tenho acompanhado), os governos dos países atingidos por esta gripe estão orientando as pessoas a evitarem contatos como abraços, beijos, apertos de mão e compartilhamento de alimentos e talheres e os países com suspeitas e, também, os não atingidos pela doença também estão tomando diversas precauções.

Eu penso que, igualmente, em uma empresa devemos ser cautelosos com nossos colaboradores que espalham as epidemias organizacionais. Precisamos mantê-los não isolados (pois o trabalho organizacional deve ser em equipe), mas separados daqueles que podem aumentar o foco das queixas e reclamações.

Devemos acompanhar a vida coletiva e individual de uma equipe de perto. Ao menor sinal de que algo ruim pode se alastrar, o clima positivo deve ser mantido e, em último caso, o colaborador deve ser desligado da equipe.

Obviamente, antes de uma demissão, há diversas alternativas e, sem entrar em contradição com minha coluna “A fila anda, isso é bom ou ruim?!”, poderia sugerir algumas delas. Podem ser feitas reuniões setoriais, rodízio de pessoas entre setores de funções próximas, levantamento de sugestões dos próprios colaboradores, brainstorms específicos e muitas outras.

Enfim, se enxergarmos a empresa como entidade viva, visto que é composta por pessoas, devemos tratar certas situações como verdadeiras doenças. Se um indivíduo é composto de corpo, alma e espírito, uma empresa também o pode ser e, assim, pode enfrentar problemas em qualquer de suas esferas.

Ao acompanhar esta notícia em vários jornais, achei que seria interessante traçar um paralelo entre a realidade sanitária deste tema e a vida organizacional. Não sei se pude ser suficientemente eloqüente, mas fica aqui aquilo que penso ser de fácil absorção: a comparação entre a atualidade e o foco do que falamos.

Abraços a todos!

TRANSPARÊNCIA III

Boa noite a todos!

Quero começar estas poucas palavras dizendo que, felizmente, este assunto está sendo importante para muitas pessoas que têm lido minhas colunas. Mesmo que, nem todos tenham comentado no site, agradeço o feedback positivo que tenho recebido nas ruas e por e-mail!

O tema abordado sob o tema “Transparência” está sendo continuado e, conforme comentários de um de alguns leitores, gostaria de continuar relatando a minha indignação (e também de muitos) a respeito do assunto das passagens de ônibus de Nova Friburgo.

Temos debates, acontecendo na Câmara Municipal dos Vereadores de Nova Friburgo, e vereadores têm se mostrado favoráveis à justiça em favor da população, a fim de atender o bem comum e não o de particulares.

Faço questão de listar os e-mails de alguns de nossos vereadores para que possamos enviar nossas opiniões a respeito de tudo o que ocorre em nossa cidade, incluindo as passagens de ônibus.

SERGIO XAVIER
VANOR PACHECO
MANOEL DO POTE
MARCELO VERLY
SITE PESSOAL:
EDSON FLAVIO
MARCOS MEDEIROS
CLAUDIO DAMIAO
RENATO ABI-RAMIA
PROFESSOR PIERRE
LUCIANO FARIAl
REINALDO RODRIGUES
ISAQUE DEMANI

Abraços a todos!

20 de abr. de 2009

E AÍ TURISTA???

Você se sente preparado para enfrentar o mercado de trabalho?! Ou talvez saiba em que quer trabalhar?! Ou, quem sabe, está satisfeito com sua profissão?!

Apesar de termos gerado alguns empregos nos últimos anos com nosso pólo metal mecânico e nosso pólo de moda íntima, tenho percebido algo. Muitos jovens, e me inclui nisso por um tempo, não conseguem trabalhar no que se propõem e acabam saindo da região, levando sua qualificação para outros lugares.

Eu concordo que, muitas vezes, a única solução é arriscar e tentar a vida em outra cidade, entretanto, o que questiono é a pouca diversidade da qual as pessoas falam comigo. Tenho, freqüentemente ouvido que toda a Região Serrana do Rio de Janeiro gira em torno de Nova Friburgo e, mesmo assim, as únicas oportunidades que a realidade da cidade tem oferecido às pessoas são no comércio, na área de moda íntima e no “chão de fábrica”, além de poucas oportunidades de prestação de serviço.

Aliás, eu acho que o futuro do mercado é a prestação de serviços, entretanto devemos estimular outros setores e trazer e estimular novas empresas para agregar à economia da região.

Talvez, um bom começo seria uma reestruturação de nosso “setor de turismo”. Nós temos um potencial turístico enorme e não o utilizamos como deveríamos. Acho que poderíamos melhorá-lo muito e, sem dúvida, seria um setor bom começo, integrando, inclusive, circuitos turísticos dos municípios da Região Serrana, não apenas com propagandas na televisão, mas com circuitos reais em que o turista possa conhecer circuitos gastronômicos e culturais, além das maravilhas naturais de nossos municípios.

Temos tanto a contribuir com a economia neste setor e, alguns profissionais de outras cidades já têm compartilhado comigo a vontade de trazer seus negócios para cá e, com suas idéias, aquecer o turismo serrano. Entendo que a vontade destes colegas vem, além do potencial turístico da região, da tentativa de fugir da violência e correria da Grande Rio e de sair da falta de oportunidade de cidades menores. Mesmo assim, sou enfático nestas conversas sobre meu desejo de priorizar a formação de profissionais locais.

Será que eles precisarão chegar primeiro para que acordemos?! Com certeza, estaremos dispostos a receber novos profissionais que já venham formados, mas também precisamos gerar empregos no setor para os cidadãos locais.

É preciso começar a investir em nossos profissionais para que possamos garantir que eles não saiam daqui e levem sua mão-de-obra para fora.

TRANSPARÊNCIA II

Acho que não poderia deixar de escrever estas palavras já que, infelizmente, algumas coisas merecem nossa reflexão. Devo fazer uma referência à primeira coluna que escrevi neste espaço (TRANSPARÊNCIA) e dizer que a passagem de ônibus da empresa responsável pelas linhas de Nova Friburgo voltou ao preço de R$ 2,50.

Gostaria de lembrar que nossa cidade não tem infra-estrutura suficiente para justificar este aumento e, mesmo que se consiga com a arrecadação da nova passagem, ainda acho injustificável. Creio que com o preço anterior (R$ 2,00) já seria possível melhorarmos muita coisa no serviço de ônibus, como a própria troca da frota, por exemplo.

Penso que, prioritariamente, deveríamos defender a melhoria de nossa infra-estrutura de trânsito.

Deixo aqui esta referência de que as coisas não mudaram e a prefeitura continua com esta decisão junto à empresa de ônibus.

Abraços a todos,

Deus os abençoe!!!

17 de abr. de 2009

SEGUNDA-FEIRA

Boa noite a todos!
Antes de mais nada quero agradecer pelo feedback que todos têm dado a respeito deste espaço de debates que estamos fazendo acontecer...
Estamos on-line a menos de um mês e temos tido um bom retorno sobre o pouco que foi feito até aqui. Aguardem porque novas idéias estão surgindo e abordaremos novos assuntos e abriremos novos debates para criarmos e ampliarmos novos conceitos!!!
Estas palavras que escrevo neste momento são apenas para comunicar que passarei a postar as colunas às segundas-feiras e não mais às quintas-feiras, então, podem aguardar porque na próxima segunda-feira (20/04) teremos mais uma coluna para abrir um novo debate...
Mais uma vez agradeço pelo feedback que vocês têm dado e, novamente, lembro que é bem fácil contribuir com o site, é só fazer um comentário...
Desejo a todos um ótimo fim de noite (enquanto eu continuo vendo o Programa do Jô, rsrsrs...) e nos vemos na segunda-feira!!!
Abraços e Deus abençoe vocês!!!

10 de abr. de 2009

A fila anda... isso é bom ou ruim???

Outro dia, enquanto conversava com um colega de faculdade, escutei algo que me fez parar pra pensar...

Enquanto trocávamos algumas palavras na porta de uma lanchonete (onde nos encontramos por acaso), ele me disse que sua chefe havia demitido alguns funcionários da empresa, e alguns tinham um considerável “tempo de casa”.

Ela demitir os funcionários, ou melhor, colaboradores, não me causou espanto. O que me fez assumir uma postura reflexiva foi o que ela, segundo meu colega, disse:

“Se eles não quiserem ou não estiverem satisfeitos com a empresa, que saiam... Temos uma fila de pessoas que querem trabalhar pela metade do salário deles!!! Para mim, tanto faz se ficarem, desde que produzam...”

Fiquei meio perplexo ao ver que, mesmo com toda a evolução do campo administrativo, certos administradores pensem que pessoas são facilmente substituíveis em uma organização empresarial.

EU, RESPEITOSAMENTE, DISCORDO DESSE PONTO DE VISTA!

Posso começar argumentando que, demitindo alguém, seu substituto deve ser treinado para a função, o que levaria algum tempo e o nível de produção não seria o mesmo do indivíduo demitido.

Além disso, ao demitir alguém simplesmente por pensar desta forma primitiva, deve-se lembrar que a família do indivíduo também será demitida. Ela provavelmente conta com um chefe de família que acabou de ser desligado do quadro de funcionários, ou, talvez, seja a situação de um filho que ajude seus pais... Enfim, cada um tem sua própria história e não é possível que façamos esta separação pessoa-história.

Também há a questão dos custos legais e alteração do clima organizacional que uma demissão acarreta para a empresa, o que torna um treinamento, ou reciclagem, mais atrativo do ponto de vista financeiro e sistêmico. Ao mudarmos uma equipe no meio de um processo produtivo, alteramos o clima do time por causa de alguém diferente, que vem com outra cultura e uma bagagem social única e, ainda por cima, acaba de chegar sem conhecer ninguém e terá de percorrer um caminho até estar enquadrada no contexto empresarial (e o mesmo ocorre com os que já estão na empresa).

Não acho que seja correto pensar dessa forma.

Posso, ainda, dizer que, se certo número de pessoas não está satisfeito, o problema pode estar na administração e não nos indivíduos. Nenhuma história tem apenas um lado e o bom administrador sabe ouvir todas as versões antes de apresentar a sua.

Nós, que ocupamos cargos de liderança, devemos ser líderes e não chefes. Vamos evoluir nossa maneira de pensar e entender que uma pessoa faz parte de todo um contexto do qual não pode estar separada...

Nem sempre, quando a fila anda, estamos agindo da maneira correta. Em muitas ocasiões, devemos manter a fila parada e resolver o problema de dentro para fora, e quando não restarem mais opções, vamos resolver de fora para dentro e, aí, “a fila anda” de maneira correta e ética...

Abraços a todos!!!

Deus os abençoe!!!

RESPOSTAS

Olá a todos...

Primeiramente, quero saudá-los com uma BOA NOITE, já que estou escrevendo às 23:30 (meu único horário para isso...)!

Antes de iniciar o próximo post, quero destacar dois comentários sobre a última coluna e fazer algumas breves considerações sobre eles.

Também vou lembrá-los que, nem todos que me procuraram, fizeram comentários nos sites e, apesar da boa resposta desta primeira semana, quero pedir-lhes que comentem diretamente pela Internet para que eu tenha um feedback guardado nos próprios sites.

Vamos então...

Primeiro comentário:

Está muito bem o informativo em relação à situação de Nova Friburgo!Vc tá sabendo q enfrente a padaria super pão, não vai poder estacionar carros, será um calçadão? Portanto vai acabar o estacionamento. E aquela rua da Livraria Na Benção vai mudar de sentido, tá sabendo???Me informe a respeito!!!

RESPOSTA:

Bem, ainda não sei com certeza a respeito do que você diz, mas tenho ouvido muitos comentários e, francamente, não duvido nada disso... O que posso dizer é que, de fato, não sou contra mudanças de sentido de ruas ou criação de novos calçadões, entretanto, temos prioridades maiores que essas (em minha humilde opinião) e não creio que simples mudanças em sentido de ruas resolverão nossos problemas. Se houverem tais mudanças, elas devem fazer parte de projetos maiores e, novamente digo, não sou contra, desde que tais projetos realmente aconteçam.

Também acho que, além de precisarmos de novas ruas e projetos urbanos para desafogar o trânsito friburguense, temos outras esferas municipais que merecem muita atenção (saúde, social, meio-ambiente e outras).

Tenho convicção de que uma administração municipal não é nada fácil, mas também sei que apenas mudar uma ou mais ruas de sentido não causará grande impacto sobre nossa cidade. O que podemos fazer é esperar pela realização dos projetos que nosso atual prefeito lançou em sua campanha e cobrá-lo por isso em um tempo oportuno, já que o mandato dele mal começou...

Segundo comentário:

Primeiramente, parabéns pela iniciativa. Como friburguenses que somos, temos que nos envolver nas questões sociais de nossa cidade sim, e sem dúvida, sua contribuição com um ponto de vista profissional terá um peso diferenciado ante as nossas autoridades. Quero deixar uma opinião: Esta coisa de tarifa única não me parece algo justo. Alguém paga de mais e alguém talvez pague um pouco menos. Sou do tipo que defende o princípio do "Vale quanto Pesa". Como administrador, o que teria a dizer sobre esta prática em nossa cidade?

RESPOSTA:

Primeiramente, o envolvimento em questões sociais de nosso contexto é fundamental, por isso foi criado este espaço, para que, não apenas eu, mas todos comentem e deixem suas opiniões de maneira respeitosa e ética.

Muito bem, vamos ao que penso:

Também defendo o seu princípio do “vale quanto pesa” e tenho certeza que as pessoas que moram em bairros como São Lourenço e Lumiar são beneficiados pelo serviço de transporte municipal. Entretanto, aqueles que moram em bairros próximos ao centro não estão em situação tão favorável quanto o atual governo diz... Acho que, mesmo que nossa passagem tenha retornado ao preço de R$ 2,00, ela ainda está cara.

Independentemente do serviço de integração, da aquisição de novos veículos para nossa frota de nossos ônibus e da possibilidade de bilhetagem eletrônica (argumentos defendidos para o aumento da passagem), não acho vantajoso para moradores de bairros próximos ao centro pagar R$ 2,00 ou R$ 2,50 e andar menos de dez minutos, muitas vezes em pé e apertados dentro dos carros de nossa empresa de transportes públicos. Entendo, também, que nosso trânsito não comportaria outra empresa de ônibus e, apesar de utópica, acho válida a idéia do “trem” que cortará a cidade. Portanto, a solução não é simples.

Aliás, não sei até que ponto é viável cogitar este projeto do trem, já que, como leigo no assunto, sou cético. Mas esta proposta mostra que, podem surgir idéias e contribuições de qualquer cidadão.

Quanto, aos ônibus, sou a favor de uma tarifa tabelada, pois não gostaria de pagar a tarifa única quando estou com pressa para ir do centro a Olaria, mas pagaria tranqüilamente para ir a São Pedro. Assim, acho interessante defender uma tarifa mínima de X reais e máxima de Y reais.

Também acho que, se todos nós (e me incluo nisso) administrássemos melhor nosso tempo, não dependeríamos tanto do serviço de ônibus... Eu mesmo estou pensando em comprar uma bicicleta ou uma moto porque acho que minha saúde até melhoraria com algumas pedaladas ou meu bolso agradeceria muito com a economia de certas motos... rsrsrs.

Vamos fazer as contas e ver quanto gastamos por mês com passagens e quanto são as prestações mais baratas das motos do mercado...

Espero ter satisfeito vocês com minhas ponderações e aguardo novas contribuições...

Também agradeço a todos que comentaram no site (e fora dele também) e espero estar atendendo a vocês. Caso não esteja, avisem-me, para melhorarmos juntos este espaço que disponibilizo a todos!!!

Deus os abençoe!!!!!!