20 de abr de 2009

E AÍ TURISTA???

Você se sente preparado para enfrentar o mercado de trabalho?! Ou talvez saiba em que quer trabalhar?! Ou, quem sabe, está satisfeito com sua profissão?!

Apesar de termos gerado alguns empregos nos últimos anos com nosso pólo metal mecânico e nosso pólo de moda íntima, tenho percebido algo. Muitos jovens, e me inclui nisso por um tempo, não conseguem trabalhar no que se propõem e acabam saindo da região, levando sua qualificação para outros lugares.

Eu concordo que, muitas vezes, a única solução é arriscar e tentar a vida em outra cidade, entretanto, o que questiono é a pouca diversidade da qual as pessoas falam comigo. Tenho, freqüentemente ouvido que toda a Região Serrana do Rio de Janeiro gira em torno de Nova Friburgo e, mesmo assim, as únicas oportunidades que a realidade da cidade tem oferecido às pessoas são no comércio, na área de moda íntima e no “chão de fábrica”, além de poucas oportunidades de prestação de serviço.

Aliás, eu acho que o futuro do mercado é a prestação de serviços, entretanto devemos estimular outros setores e trazer e estimular novas empresas para agregar à economia da região.

Talvez, um bom começo seria uma reestruturação de nosso “setor de turismo”. Nós temos um potencial turístico enorme e não o utilizamos como deveríamos. Acho que poderíamos melhorá-lo muito e, sem dúvida, seria um setor bom começo, integrando, inclusive, circuitos turísticos dos municípios da Região Serrana, não apenas com propagandas na televisão, mas com circuitos reais em que o turista possa conhecer circuitos gastronômicos e culturais, além das maravilhas naturais de nossos municípios.

Temos tanto a contribuir com a economia neste setor e, alguns profissionais de outras cidades já têm compartilhado comigo a vontade de trazer seus negócios para cá e, com suas idéias, aquecer o turismo serrano. Entendo que a vontade destes colegas vem, além do potencial turístico da região, da tentativa de fugir da violência e correria da Grande Rio e de sair da falta de oportunidade de cidades menores. Mesmo assim, sou enfático nestas conversas sobre meu desejo de priorizar a formação de profissionais locais.

Será que eles precisarão chegar primeiro para que acordemos?! Com certeza, estaremos dispostos a receber novos profissionais que já venham formados, mas também precisamos gerar empregos no setor para os cidadãos locais.

É preciso começar a investir em nossos profissionais para que possamos garantir que eles não saiam daqui e levem sua mão-de-obra para fora.

2 comentários:

  1. Assunto complicado de se abordar...

    Vejamos que não se trata de mera administração pública, sendo que esta é massivamente responsável.

    Vimos e vivo, a fuga de mão de obra especializada da Região Serrana do RJ para capital e região metropolitana, basicamente. Apesar de meu caso ter influências diversas, não difere na sua essência das dificuldades que a grande maioria dos profissionais diplomados encontram na Região Serrana, dito N. Friburgo a maior economia da mesma.

    Temos muitos problemas, muito difíceis, inclusive. Vemos diversos como a falta de estrutura própria da cidade de admitir especialidades e bem remunerá-las, visto o baixíssimo poder aquisitivo da cidade. Temos o fato de que a cidade tenha se convertido como pólo universitário (UNESA, UFF, UERJ, FFSD, UFPA, e mais). Havendo criação de mão de obra especializada, no entanto, não aproveitada.

    Particularmente, minha saída da cidade se fez pela inexistência de incentivos e de absorção de minha mão de obra. A própria prefeitura, no qual fez novo concurso público, oferecia R$ 680 mensais por carga horária ainda acima do permitido por legislação, o qual não satisfazia minhas necessidade e expectativas. O mesmo fiz como demais amigos e colegas, procurei especializar-me ainda mais, tendo agora, a certeza que minha finalidade profissional (pesquisa) não se encaixa no perfil de minha cidade natal.

    Enfim, sem delongas nesse exemplo, parto para problemas como a falta de incentivo no turismo da cidade, que tem grande potencial na área ecológica, praças arborizadas, espaços públicos valorizados, clima muito favorável, itinerários gastronômicos e inclusive praça especialmente projetada para a preservação da história local que se estende internacionalmente. Tudo isso pode ser melhor explorado, falta maior incentivo público e conservação dos nossos "points" e vias públicas. Vejo mídia incentivadora para turismo na ponte Rio-Niterói e rodovias para cidades da Região do Lago, mas não para cidade como Nova Friburgo, não poderia ser promovida assim como para mídia televisiva com exposição da rede hoteleira local?

    Outras situações visivelmente decaída na nossa cidade é a promoção de eventos culturais. Temos teatros, anfiteatros, espaços específicos para show "outdoor" que infelizmente não está sendo explorados, não vejo bons shows populares, circuitos como o Beer Festival, como ocorre em Petrópolis e possui grande destaqui até extra-estadual. Devo destacar o incentivo do prefeito para realização de shows em bares com músico pagos pelas prefeituras em recintos que procuram se desenvolver e investem no prórprio negócio, aproveitando a grande safra de profissionais de música e amadores, igualmente incentivando a indústria do entretenimento noturno, que não tem grandes atrações e oportunidades.

    Cabe ressaltar a grande importância da indústria têxtil representa na nossa cidade, alcançando nível exemplar, mas no entanto, se faz destaque as micro-empresas, que muitas vezes são ilegais ou não tem incentivos para crescerem e se estabelecer no mercado. O mesmo cabe para a formação de profissionais especializados nessa área como administração, profissionais da moda, entre outras áreas que posicionados corretamente, comporiam uma estratégia de mercado que possibilitaria o crescimento SÓLIDO do mercado.

    Finalmente, confirmo a necessidade de políticas públicas que possibilitem a integração da mão de obra (seja na formação, no incentivo a esta e sua absorção no mercado) e do desenvolvimento das indústrias e serviços, o levando a legalidade e distribuindo renda, por consequencia, desenvolvendo a absorção da mão de obra prestadora de serviços, que se faz a grande maioria do mercado e das profissões em desenvolvimento na cidade.

    Esta política, apesar dos contras administrativos e da curta receita arrecadatória da cidade e sua impossibilidade incentivadora para determinados fins, ainda se torna indispensável a questão do incentivo no setor turístico e profissional, SIMULTANEAMENTE, à educação de base.

    Elecides Teixeira Junior

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  2. Oi Wanderson, obrigada pelo comentário no meu blog!
    Pois bem, acho que me incluo nesta lista de pessoas que se formam e não trabalham na área, mas creio que estou prestes a mudar isso. Infelizmente a cidade onde moro também possui problemas para reter mão-de-obra, os profissionais saem formados da faculdade, mas se encontram obrigados a procurar trabalho em outras cidades, pois o maior problema da cidade onde moro é falta de apoio, por parte da prefeitura, para incentivar a instalação e progresso de indústrias aqui em Barretos, essas preferem ir para cidades menores onde o apoio é maior e o progresso acaba por ficar estagnado aqui onde moro. Realmente é uma pena, e também é uma oportunidade muito grande para profissionais que se formam aqui a ajudar a mudar isso!
    Mais uma vez parabéns pelo post, o conteúdo do seu blog é excelente!

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